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Berg renuncia ao mandato de prefeito e Bayeux terá eleições indiretas

  • Foto do escritor: Oxente PB
    Oxente PB
  • 14 de jul. de 2020
  • 3 min de leitura

Ele foi acusado de contratar servidores fantasmas para o município em 2017.

Foto: Silvia Torres/TV Cabo Branco

Berg Lima apresentou na manhã desta terça-feira (14) o pedido de renúncia da Prefeitura de Bayeux. O anúncio foi feito por meio de uma carta entregue na Câmara dos Vereadores da cidade localizada na Grande João Pessoa.


A carta de renúncia foi endereçada ao presidente interino da Câmara, Inaldo Andrade. Em entrevista à TV Cabo Branco, Berg justificou a decisão. Na carta, Berg Lima afirma ter sido vítima de armação e diz ter sido perseguido.


O agora ex-prefeito tentou protocolar a carta renúncia no fim da tarde da segunda-feira (13). Mas o expediente no local havia encerrado e, por isso, o documento não foi apresentado.

Com a renúncia, a uma reviravolta na política de Bayeux, que terá eleições indiretas. A Câmara deve comunicar o cartório eleitoral e tem um prazo de 30 dias para lançar edital e marcar nova eleição interna. O presidente da Casa vai convocar novas eleições que devem ocorrer em no mínimo 60 dias.


Além desta denúncia, o prefeito afastado foi denunciado pelo Ministério Público por suspeita de aplicar verbas em áreas diversas que seriam exclusivas para uso em melhorias no trânsito da cidade.


O gestor preferiu não se posicionar sobre as denúncias e disse que elas estão sob avaliação da Justiça.


CARTA RENÚNCIA DE BERG LIMA

"Tive a honra e a felicidade de ser escolhido pelo povo de Bayeux para servir minha cidade na condição de prefeito. Por outro lado, desde então, as forças e os poderes que sempre tiveram interesses e dominaram a cidade sem cuidar do povo não se conformaram com a legítima decisão que cada cidadão e cidadã de Bayeux tomou nas urnas.


Vitima de uma armação jamais vista, fui afastado, perseguido, passei por uma verdadeira provação ao lado da minha família e dos poucos que querem realmente o bem da nossa cidade e da nossa gente. O justo prevaleceu e retornei à missão que me foi confiada pelo povo de Bayeux. Trabalhei dia e noite para honrar a confiança de cada cidadão, ainda mais quando tivemos que enfrentar bravamente uma pandemia sem precedentes.


Entretanto, ver Bayeux bem cuidada e no caminho certo incomoda muita gente, ainda mais em ano eleitoral. Arrumaram qualquer motivo para, numa clara perseguição pessoal, me afastarem mais uma vez e entregar a cidade na mão dos meus oportunistas algozes, verdadeiros tiranos que não guardam qualquer compromisso com nossa gente, numa trama medíocre e repugnante.


Não resta qualquer dúvida que há uma cruzada contra a minha pessoa e que essas pessoas não descansarão enquanto não tirarem da mão do povo o direito de escolher seu prefeito.

Não temo qualquer um deles, tampouco me acovardo na luta, mas minha missão maior sempre foi com o povo da minha amada Bayeux. Essa perseguição injusta e covarde já causou muito mais mal à nossa cidade até que a mim mesmo.


Sendo assim, para tentar dar à minha amada Bayeux uma última esperança de ter paz e poder seguir caminhos melhores, renuncio, em caráter irrevogável e irretratável, com muita dor, ao cargo que com muita honra recebi do povo para que o alvo passe a ser apenas eu e nosso povo e nossa cidade possam ter tempos melhores.


Cristão convicto, relevo as injustas acusações e perseguições assacadas contra mim, entregando nas mãos do Nosso Pai Celestial o Julgamento Maior e Final.


Bayeux- PB, 13 de julho de 2020."

GUTEMBERG DE LIMA DAVI

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